É considerada a mais significativa tentativa de se reestabelecer uma ligação com a tradição do design alemão. Foi sucessora da Bauhaus por seus métodos de ensino, disciplinas leccionadas, ideais políticos e por também acreditar que o design tinha um importante papel social a desempenhar. A didáctica da ULM: Após a frequência de um curso comum a todas as áreas - GrundKurs, espécie de Vorkus - a escola reamifica-se em dois âmbitos: Produto e Comunicação. Inseriu novas disciplinas como a Ergonomia, a História da Cultura e a Semiótica, que caracterizam até hoje os cursos de design. Uma outra grande inovação foi a aquisição e a aplicação ao processo projectual de um método, posteriormente definido como Método de ULM : Reflexão, Análise, Síntese, Fundamentação e Selecção das alternativas. Não havia aulas de pintura, escultura ou outras artes plásticas. Fotografia, tipografia, embalagem, sistemas expositivos e técnicas publicitárias eram consideradas como suportes do projecto de design. A colaboração de grupos de alunos com as industrias começou por sensibilizar acerca do design, e a parte práctica do método de ensino da escola de ULM é a colaboração com a empresa BRAUN. Tomás Maldonado (argentino), segundo director da Escola de ULM, defendia a produção industrial sem ter preocupações pós-guerra e ecológicas. Max Bill preocupava-se com as artes e o meio ambiente. O modelo de ensino da ULM é exportado pelos seus alunos, como Medardo Chiaponi e Gui Bonsiepe.
Mas, em parte, por defender uma ideologia, por vezes, restritiva e pela defesa de um funcionalismo extremo, a Escola de Ulm teve vida curta.
No Brasil, a Escola de Ulm influenciou a ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial), fundada em 1963.
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