terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Escola de Ulm

A Hochschule für Gestaltung Ulm (Escola Superior da Forma de Ulm - escola privada) foi fundada em 1952 por Inge Scholl, Otl Aicher, Max Bill, entre outros como homenagem aos irmãos judeus mortos pelos nazis na da 2ª Guerra Mundial,e durou até 1968.

É considerada a mais significativa tentativa de se reestabelecer uma ligação com a tradição do design alemão. Foi sucessora da Bauhaus por seus métodos de ensino, disciplinas leccionadas, ideais políticos e por também acreditar que o design tinha um importante papel social a desempenhar. A didáctica da ULM: Após a frequência de um curso comum a todas as áreas - GrundKurs, espécie de Vorkus - a escola reamifica-se em dois âmbitos: Produto e Comunicação. Inseriu novas disciplinas como a Ergonomia, a História da Cultura e a Semiótica, que caracterizam até hoje os cursos de design. Uma outra grande inovação foi a aquisição e a aplicação ao processo projectual de um método, posteriormente definido como Método de ULM : Reflexão, Análise, Síntese, Fundamentação e Selecção das alternativas. Não havia aulas de pintura, escultura ou outras artes plásticas. Fotografia, tipografia, embalagem, sistemas expositivos e técnicas publicitárias eram consideradas como suportes do projecto de design. A colaboração de grupos de alunos com as industrias começou por sensibilizar acerca do design, e a parte práctica do método de ensino da escola de ULM é a colaboração com a empresa BRAUN. Tomás Maldonado (argentino), segundo director da Escola de ULM, defendia a produção industrial sem ter preocupações pós-guerra e ecológicas. Max Bill preocupava-se com as artes e o meio ambiente. O modelo de ensino da ULM é exportado pelos seus alunos, como Medardo Chiaponi e Gui Bonsiepe.

Mas, em parte, por defender uma ideologia, por vezes, restritiva e pela defesa de um funcionalismo extremo, a Escola de Ulm teve vida curta.

No Brasil, a Escola de Ulm influenciou a ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial), fundada em 1963.

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